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Atleta marianense de fisiculturismo vence campeonato em Santa Catarina 

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Em sua primeira competição, Ingrid ficou com um Top1 e dois Top 2.

Ingrid Aparecida Constantino, moradora de Mariana, competiu como estreante em três categorias no Horsepower Show, em Camboriú (SC), no dia 2 de março. Ela disputou nas séries Bikini Estreante, na qual foi primeiro lugar, Bikini Novice e Bikini Open, com atletas que já se apresentaram em campeonatos anteriores. 

Para leigos no esporte, o fisiculturismo consiste no uso progressivo de exercícios de treinamento resistido para controlar e desenvolver a musculatura de uma pessoa, com o objetivo de aprimorar sua estética corporal. Na esfera profissional, os competidores se apresentam diante de juízes, sendo avaliados em critérios como simetria, muscularidade, tamanho, condicionamento, poses e apresentação no palco. Para se prepararem para as competições, os fisiculturistas seguem um rigoroso regime que envolve a redução da gordura corporal, alcançada principalmente através da combinação de dieta e exercícios, visando obter a máxima definição e vascularização muscular. 

As categorias são definidas por faixa etária, limites de peso, altura e entre iniciantes e atletas com experiência em competição. Ingrid foi campeã na categoria estreante, e ficou em segundo na categoria Novice, que é para atletas que já competiram poucas vezes. Já a categoria Open é dividida por altura, na qual ela também ficou na segunda colocação com atletas de até 1,57m de altura. No grupo Bikini, o critério avaliado é de melhor conjunto corporal com harmonia em partes do corpo como ombro, cintura e glúteo. 

A preparação para um campeonato de fisiculturismo é bem complexa e cara. Segundo Ingrid, além do treino mais intenso, o indivíduo fica restrito na alimentação e na vida social, e na semana que antecede a competição, chamada de semana de finalização, há a fase de hiper hidratação, sendo finalizada no dia do evento, quando tem a desidratação. Na parte financeira, a atleta arcou com os custos de inscrição na National Pshysique Commitee, que é a maior organização de fisiculturismo amador dos Estados Unidos, inscrição nas categorias que competiu, a viagem e a pintura corporal. A soma desses fatores faz com que a superação seja extremamente importante para alcançar um podium. 

Não só as premiações são motivo de orgulho para Ingrid. Em entrevista, ela disse que foi diagnosticada com esclerose múltipla em 2018, após ter tido um surto no ano de 2017. A doença é autoimune e danifica a cobertura protetora dos nervos, causando distúrbios na comunicação entre o cérebro e o corpo. Para um atleta, essa indicação é quase o fim de sua carreira, mas para ela não foi. Com acompanhamento de seu médico, o esporte tem sido sua segunda medicação e uma motivação no dia a dia. “A atividade física ajuda muito na questão da saúde, e foi através disso que acabei me envolvendo mais no esporte. Eu percebi como me fazia bem; percebi que dificilmente eu fico doente…Eu tenho uma doença, mas não sou doente, e muitas pessoas que tem esclerose ficam desmotivadas na vida. Quando eu decidi que ia me cuidar e não viver em função da doença, isso fez total diferença. Que sirva de incentivo para outras pessoas, que elas não precisam se entregar para algo e podem mudar ”, declarou. 

Que histórias como da atleta campeã, não só no palco, possa trazer motivação para pessoas que estão com dificuldades ou que também foram diagnosticadas com alguma doença grave. Vá à luta e brilhe, assim como a Ingrid.