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Especialistas alertam para uma nova onda de Covid-19 no país

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Aumento de testagens positivas nos laboratórios e surgimento de novas variantes preocupam infectologistas.

A média móvel de infectados por covid-19 dos últimos sete dias caiu, passando de 5.387 na semana anterior para 3.798. Já a média móvel de mortes passou de 73 para 37. Os dados são do último boletim epidemiológico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), divulgado neste domingo (6/11). Apesar dos números apresentarem queda, cresce o volume de testes positivos em laboratórios privados e nas unidades públicas de saúde que realizam exame para detecção do coronavírus.

            São casos leves, sem aumento relevante no número de internações pela doença. Mesmo assim, o aumento na quantidade de  em outubro deixa o país em alerta. As informações têm como base os dados do Instituto Todos pela Saúde (ITpS)s. Também preocupa a iminência de uma nova onda da covid-19, com o surgimento da variante a Ômicron BQ. 1, descoberta na Europa e já registrada no Brasil. O cenário mundial tem caminhado para o recrudescimento da pandemia. A preocupação europeia se explica pela nova variante descoberta, a Ômicron BQ. 1, associada a um recente aumento de casos da covid-19 também nos Estados Unidos. França e Alemanha, que detectaram um crescimento das subvariantes BQ.1 e BQ.1.1, observaram uma nova onda de casos da doença a partir do início de setembro.

            A China divulgou, no último domingo (6/11), o maior número de casos de infecções por covid-19 em seis meses. Segundo a Comissão Nacional de Saúde do país, ao todo foram 4.420 registros. No Brasil, alguns estados já registram ritmos mais elevados de infecções. Na semana passada, o governo de Pernambuco confirmou aumento nos testes positivos realizados por laboratórios estaduais, que passaram de 4% para 11,8% em sete dias. A confirmação da chegada ao Rio de Janeiro da nova subvariante Ômicron BQ.1, aliada a uma baixa procura pelas doses de reforço da vacina, também acendeu a luz amarela na Secretaria Municipal de Saúde da capital fluminense.

            A BQ.1 havia sido identificada pela Fiocruz Amazônia ainda no fim de outubro. A subvariante gera preocupação por possuir mutações que a ajudam a escapar da resposta imunológica. No estado do Amazonas, o registro de casos subiu consideravelmente. Desde setembro, as novas infecções por semana não passavam de 300. Na segunda quinzena de outubro, no entanto, o número disparou, ultrapassando mil casos.

De acordo com o último boletim epidemiológico do Conass, divulgado no último domingo (6), o Brasil registrou 1.077 novos casos e seis mortes por covid-19 em 24 horas, totalizando 34.851.450 de infecções e 688.348 óbitos pela doença.