Volta às aulas é anunciada por executivo e divide opiniões entre pais

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serão disponibilizadas linhas telefônicas para os professores, diretores e pedagogos, no intuito de facilitar a comunicação entre eles.

O município de Mariana já está se preparando para receber seus alunos em salas de aula, não da mesma maneira como retornavam das férias, mas com uma experiência vivida que pode ter deixado diversos impactos negativos, não apenas na aprendizagem, mas no desenvolvimento socioemocional causado pelo isolamento social e distanciamento escolar. O executivo informou em uma live realizada, que a previsão para o retorno às aulas presenciais de forma híbrida nas escolas estaduais, municipais e particulares é para a 2ª quinzena de setembro. A previsão é que o retorno ocorra, primeiramente, para os alunos da educação infantil e dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI). Na 1ª quinzena de outubro, os anos iniciais do 1º ao 3º ano e, na 2ª quinzena, com o 4º e 5º ano. Para o ensino fundamental dos anos finais, ainda está sendo avaliado e não há uma data prevista. Os pais terão autonomia em optar por não enviar os estudantes para a escola, mantendo-os no ensino remoto. A ação é facultativa.

É uma decisão que divide opiniões e segundo o prefeito Juliano Duarte, o retorno foi estudado de forma consciente e com responsabilidade, “em virtude da publicação da portaria do estado do retorno imediato das escolas solicitamos a secretaria municipal de educação uma reunião que foi realizada junto com a comissão diagnóstica do conselho municipal de educação. Essa reunião foi gravada e feita ata dela, e nessa reunião ocorreu a votação de todos, pelo não retorno imediato, e é importante dizer que não significa que as aulas não irão retornar mas a votação, tanto da comissão juntamente com o conselho foi contrária ao retorno imediato estipulado pelo estado, para 15 de julho, e os prefeitos municipais deveriam fazer um decreto caso discordassem dessa data. Como forma de não tomar uma decisão autoritária e exclusiva do prefeito, nós convidamos a comissão e o conselho que foi deliberado nessa reunião que seriam contrários ao retorno na data de 15 de julho. O município não é contra o retorno mas é contra o retorno imediato” explicou o prefeito.

O secretário de saúde do município, Danilo Brito, falou da importância do esclarecimento sobre o retorno e de como estão sendo organizadas diretrizes para que os alunos sejam recebidos com responsabilidade e planejamento, “somos favoráveis ao retorno das aulas, mas com muita responsabilidade e planejamento, porque nós ainda estamos na onda vermelha pela microrregional de saúde e pela macro estamos na amarela. Precisamos ainda avançar bastante na vacinação. Será criado um monitoramento exclusivo onde toda rede municipal, seja pública ou privada, vai ser monitorada em tempo real, seja na sede ou distrito”, explicou Danilo.

A secretária de educação Carlene Almeida, relatou que desde o ano de 2020 Mariana vem fazendo um planejamento de retorno às aulas, “estamos ansiosos pela volta às aulas, não somos contra ao retorno das aulas, mas queremos voltar com segurança. O município já vem fazendo um planejamento de retorno através da comissão desde o ano passado em reuniões que são realizadas quinzenalmente para discutir sobre protocolos e estudar os documentos que vai nos dar respaldo para um retorno seguro, voltando de forma escalonada com analise a cada quinze dias”, falou Carlene.

Alguns pais se manifestaram contra a decisão e outros a favor. Em conversa com Edilene Lopes, mãe de uma criança de 6 anos, a mesma relata preocupação com a decisão e os possíveis impactos causados à filha “o vírus não foi embora, pessoas continuam se infectando, e por mais que criança não agrave, elas conduzem o vírus, como garantir o não contato dentro das escolas? No caso de não autorizar minha filha para o retorno em sala de aula, como vou explicar a ela que o colega está lá na sala e ela não? Acaba que essa decisão deixa a gente ainda mais numa sinuca de bico, pra mim ou retorna quando todos tiverem condições de retornar ou não retorna, já esperamos até aqui”, explica Edilene.

Para Marilene Gomes o retorno é tardio já que, em sua opinião, seremos obrigados a conviver com essa nova realidade, “não vamos nos livrar desse vírus tão cedo e não podemos deixar que os impactos causados por essa pandemia se estendam ainda mais. Nossas crianças, pra mim, são as principais prejudicadas e não acho justo lhes privar ainda mais. Nosso papel é aprender a conviver e minimizar o contágio através dos cuidados. Mariana já teve tempo suficiente para organizar um retorno responsável infelizmente saíremos atrasados mais uma vez”, finalizou.