18 de maio dia da Luta Antimanicomial

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on telegram
Telegram
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on email
Email

Trata-se de uma luta atual, afinal, estamos vivendo momentos difíceis,

No dia 18 de maio comemoramos o Dia da Luta Antimanicomial no Brasil. O movimento, que se iniciou no final da década de 70, em pleno processo de redemocratização do país, se caracteriza pela luta pelos direitos das pessoas em sofrimento mental e estabelece a importância do cuidado em liberdade, da autonomia das pessoas, do respeito às diversidades e à singularidade e da não violação dos direitos humanos. Trata-se do combate à ideia de que se deve trancafiar a pessoa em sofrimento mental em nome de um tratamento baseado em estigmas e preconceitos. O Movimento da Luta Antimanicomial faz lembrar que como todo cidadão estas pessoas têm o direito fundamental à liberdade, o direito a viver em sociedade, além do direto a receber cuidado e tratamento, sem que para isto tenham que abrir mão de seu lugar de cidadãos.

Com o lema “por uma sociedade sem manicômios”, diferentes categorias profissionais, associações de usuários e familiares, instituições acadêmicas, representações políticas e outros segmentos da sociedade questionam o modelo clássico de assistência centrado em internações, denunciam as violações aos direitos das pessoas em sofrimento mental e propõem a reorganização do modelo de atenção em saúde mental no Brasil a partir de serviços abertos, comunitários e territorializados, buscando a garantia da cidadania de usuários e familiares, historicamente discriminados e excluídos da sociedade.

Trata-se de uma luta atual, afinal, estamos vivendo momentos difíceis, considerando a postura e as ações explícitas e implícitas das esferas do governo em relação às políticas públicas. Há alguns anos a rede substitutiva aos manicômios encontra-se enfraquecida e sucateada, algumas, reproduzindo práticas manicomiais, compactuando com as mais diversas formas de exclusão e confinamento sob pretexto de um suposto tratamento.  

Os trabalhadores da Rede de Atenção Psicossocial de Mariana, reafirmam o compromisso de retomada dos princípios da Luta Antimanicomial, e a luta pelo fortalecimento das políticas públicas de cuidado em liberdade, através de práticas criativas, afetivas, comunitárias e em consonância com nossos princípios éticos. A cultura, a arte, a palavra e o convívio são armas nesta luta diária e constante, onde se busca dar voz a este grito singular, possibilitando os laços sociais.

Rede de Atenção Psicossocial de Mariana:

CAPS I

Rua Dezesseis de Julho S/N – Centro (ao lado da Previdência Social)

Contato: 3558-2229

CAPSij – Infanto Juvenil

Rua Senador Bawden, 61

Contato: 3558-5494

CAPSad – Álcool e outras Drogas

Rua do Aleijadinho, 437

Contato: 3557-1726

CONVIVER – atendimento aos atingidos pelo rompimento da barragem

Rua Genoveva Leão Lemos, 25 A

Contato: 3557-4222