Corpo de Bombeiro Civil completa 11 anos de atuação em Mariana

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EMOÇÃO: Responsável geral do Corpo Bombeiro Civil de Mariana, relembra momento de resgate em rompimento da barragem de Fundão.
EMOÇÃO: Responsável geral do Corpo Bombeiro Civil de Mariana, relembra momento de resgate em rompimento da barragem de Fundão.

Bombeiro Civil atua em empresas, shows e eventos e fica responsável pela gestão dos riscos de incêndio e outras situações com potencial de gerar uma emergência. Cabe ao Bombeiro Civil auxiliar no desenvolvimento de planos de emergência, sempre zelando pela preservação de vidas, respeito ao meio ambiente e proteção ao patrimônio.

Há 11 anos atuando em Mariana, Adão Severino Junior, conhecido como Adão Bombeiro, nos contou um pouco de sua trajetória e de como se deu início ao Corpo de Bombeiro Civil em Mariana. “O começo de tudo se deu no ano de 2010 quando eu fazia parte do quadro do SAMU e fui vendo que quando a equipe do SAMU estava em atendimento as pessoas pediam socorro e não tinha mas ninguém para atendê-los, e essas pessoas tinham que aguardar terminar um atendimento, para depois ter a sua vez e muitas destas vezes demoravam entre 30 a 40 minutos. Tive a ideia de criar uma entidade que ajudasse nestes atendimentos, aí nasceu o Corpo de Bombeiro Civil comunitário de Mariana Queen. Em 2019 passou a ser conhecido pela Associação Humanitária de Serviços Sociais Voluntários de Mariana(AHSSVM), e não deixamos de ser bombeiros voluntários com os mesmos atendimentos” explicou Adão.

Para ser bombeiro civil é necessário realizar um curso de bombeiro em instituição credenciada ao Corpo de Bombeiros. Após conclusão do curso, o profissional estará apto para atuar em instituições privadas com prevenção de acidentes, inspeção de equipamentos e primeiros socorros. “Temos que lembrar que bombeiro civil tem vários segmentos, por exemplo temos bombeiro civil, voluntário, municipal e comunitário. Em Mariana é voluntário. Para ser um tem que fazer o curso, ter disposição e ser uma pessoa humana, pensar no próximo e querer fazer o bem sem olhar a quem” lembrou.

Sobre a preparação inicial dos profissionais o bombeiro civil afirmou que treinamentos feitos em simulação não traziam a realidade de uma ocorrência onde não sabia o que encontrariam e que o passar dos anos trouxe tranquilidade e experiência. “Quando começamos em 2011 com as turmas recém-formadas tudo era novo. Porque uma coisa é você fazer um curso com vítimas que você já sabe que não estão machucadas, outra coisa é a equipe sair para um atendimento e não saber o que realmente vai encontrar no cenário. Hoje, com o passar destes 11 anos tudo se torna mais fácil, vários treinamentos várias ocorrências. Hoje somos 16 componentes”.

Quando perguntado sobre as dificuldades enfrentadas nesta pandemia, Adão atribui como principal dificuldade a resistência de algumas pessoas. “As dificuldades encontradas no cenário atual é que algumas pessoas não sabem respeitar o espaço do outro, temos que entender que o seu direito termina quando o do outro começa. As pessoas continuam insistindo que a pandemia é uma invenção dos governantes para ter mais orçamentos, a falta do uso da máscara e o que é pior o distanciamento que não respeitam” relatou.

O Bombeiro Civil é treinado para cuidar de ocorrências relacionadas aos resgates e aos salvamentos. Sendo assim, ele costuma trabalhar principalmente dentro de empresas e de locais privados, como hospitais, estádios, condomínios, shoppings, clubes e outros. Ele tem formação de primeiros socorros, então tem a capacidade de ajudar a manter o bem-estar das pessoas. Em Mariana os atendimentos de diversas naturezas são efetuadas em média de 80 ocorrências mensais. Adão lembra a ocorrência que mais marcou “Uma ocorrência que marcou foi o rompimento da Barragem de Fundão. Nossa equipe composta por 5 socorristas e um médico, Dr. Rodrigo Miranda. Médico este, que compôs a nossa equipe naquele momento. Fomos os primeiros a chegar no local do rompimento, um caminhoneiro com o caminhão já quase todo soterrado pedindo socorro, entre várias outras situações” relembrou emocionado.

Em suas palavras finais, Adão relembra como era o transporte “quando começamos eu adquiri um ambulância Fiorino. Com o passar dos anos as ocorrências foram aumentando assim houve a necessidade de um veículo de maior porte, feito a troca da Fiorino em uma Iveco que está com a entidade até hoje” finalizou